A vida é feita de fases, capítulos, páginas, etc.
Cada chama-lhe como quer. A minha tem sido feita de diferentes capítulos claramente definidos no tempo e no espaço.
Mudanças. Casa nova. Cama nova. Novos lugares. Novas rotinas. Novas pessoas. Novas amizades. Novos segredos. Novas cumplicidades. Fim!
Recomeçar!
Tem sido assim. Mas até no meio da constante mudança instala-se uma rotina. Uma rotina que custa cada vez mais com o avançar do tempo. A rotina dá-nos segurança, conforta-nos porque sabemos com o que contar. Mas até isso acaba e é preciso recomeçar.
Tem sido assim. Não custa menos por isso.
Agora consigo perceber melhor o que algumas pessoas me diziam sobre ser difícil partir e deixar quem está. Para mim sempre tinha sido um processo relativamente simples porque sabia que facilmente podia voltar aos sítios e rever as pessoas, quando assim não é as coisas ficam mais complicadas.
Talvez seja por isso que há quem diga que sou totalmente despegado de tudo e todos e que renego os sentimentos e emoções. Torna tudo muito mais fácil, não quer dizer que seja verdade mas cada um pensa o que quiser.
Torres Novas e a AICEP foram mais um capítulo. Acabou.
As pessoas que conheci devem saber que não é assim de ânimo leve que me vou embora.
As pessoas que conheci devem saber que eu não tenho memória curta e que não me esqueço delas e da nossa convivência.
As pessoas que eu conheci devem saber que, se me conhecem um bocadinho que seja, eu não as esqueço.
Não tenho jeito para despedidas nem palavras de despedida mas tento fazer o meu melhor :P
A coisa engraçada dos capítulos é que podem sempre ser revisitados!
E pode já estar um novo a caminho...
Começou na Tunísia enquanto Contacto do C13, passou por Torres Novas e Londres! Agora no Luxemburgo!
domingo, 24 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Coisas importantes...
Ora estes dias fui ao supermercado, aquele francês, o dos mosqueteiros, estão a ver?!
E reparei que na entrada tinha dois cartazes na forma de dois tipos. São do tamanho de uma pessoa normal e envergam umas camisolas um bocado ranhosas. Um deles tem escrito na camisola "Senhor Útil" e o outro "Senhor Agradável".
Ia eu sossegado nas minhas compras quando me deparo com este conflito interior:
"Ora bem, o senhor útil e o senhor agradável. Bem, se um é útil não deve ser agradável e se um é agradável não deve ser útil.
Pois bem, então temos um senhor útil que é desagradável e um senhor agradável mas que é um inútil!"
E estes gajos ainda gozam com os hipermercados do "Ti Belmiro" por usarem o "Tony das Camionetas".
E reparei que na entrada tinha dois cartazes na forma de dois tipos. São do tamanho de uma pessoa normal e envergam umas camisolas um bocado ranhosas. Um deles tem escrito na camisola "Senhor Útil" e o outro "Senhor Agradável".
Ia eu sossegado nas minhas compras quando me deparo com este conflito interior:
"Ora bem, o senhor útil e o senhor agradável. Bem, se um é útil não deve ser agradável e se um é agradável não deve ser útil.
Pois bem, então temos um senhor útil que é desagradável e um senhor agradável mas que é um inútil!"
E estes gajos ainda gozam com os hipermercados do "Ti Belmiro" por usarem o "Tony das Camionetas".
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Duas velhotas!
Parece título de anedota e até nem anda longe.
Hoje de manhã ia eu, como de costume, sossegado no autocarro para o escritório. Até aqui nada de novo.
O autocarro ia cheio de malta da 3ª idade, também aqui nada de novo.
O engraçado foi o seguinte.
A meio da viagem uma velhota, que já vinha a demonstrar tiques daqueles "emigras" em França (típico "avec"), diz para o motorista:
"- Oh senhor motorista, o senhor podia-me era deixar aí na prochaine!"
Aqui entra a velhota que seguia ao lado dela:
"- Uma ganda prochaine tinha a tua avó! Fala em português faxabor!"
Ora toma lá! Eu não teria dito melhor. Ah grande mulher!
Hoje de manhã ia eu, como de costume, sossegado no autocarro para o escritório. Até aqui nada de novo.
O autocarro ia cheio de malta da 3ª idade, também aqui nada de novo.
O engraçado foi o seguinte.
A meio da viagem uma velhota, que já vinha a demonstrar tiques daqueles "emigras" em França (típico "avec"), diz para o motorista:
"- Oh senhor motorista, o senhor podia-me era deixar aí na prochaine!"
Aqui entra a velhota que seguia ao lado dela:
"- Uma ganda prochaine tinha a tua avó! Fala em português faxabor!"
Ora toma lá! Eu não teria dito melhor. Ah grande mulher!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Burros
Elas gostam deles burros!
Eu começo a chegar a esta triste conclusão. A sério, já o disse a algumas pessoas: de que é que vale um tipo saber umas coisas, ter lido um livreco ou outro, ler um jornal ou outro, de que vale ter opiniões formadas, de que vale ter personalidade?!
Se calhar vale pouco...eu acho que está tudo sobrevalorizado. É como o que eu já disse do que o que conta é o interior, do querem homens que as façam rir, da atitude, etc. Tudo frases feitas que espremidas pouco significam.
Esta da atitude um dia destes ainda merecerá um post, muito gostava que me explicassem isto. Adiante.
Eu não sou nenhum génio, nenhum intelectual nem um gajo altamente culto mas, também não sou assim tão básico. E que é que eu ganho com isto?!
Eu começo a chegar a esta triste conclusão. A sério, já o disse a algumas pessoas: de que é que vale um tipo saber umas coisas, ter lido um livreco ou outro, ler um jornal ou outro, de que vale ter opiniões formadas, de que vale ter personalidade?!
Se calhar vale pouco...eu acho que está tudo sobrevalorizado. É como o que eu já disse do que o que conta é o interior, do querem homens que as façam rir, da atitude, etc. Tudo frases feitas que espremidas pouco significam.
Esta da atitude um dia destes ainda merecerá um post, muito gostava que me explicassem isto. Adiante.
Eu não sou nenhum génio, nenhum intelectual nem um gajo altamente culto mas, também não sou assim tão básico. E que é que eu ganho com isto?!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Confusões
Ando confuso. Honestamente não sei bem o que pensar em relação a muitas coisas da minha vida.
Há algum tempo que não me deparava com certo tipo de dúvidas na minha cabeça, não sei o que fazer. Eu nunca fui bom a lidar com sentimentos e emoções, quer dizer, normalmente atiro-os para um canto da minha cabeça e mantenho-os por lá até me esquecer deles ou me deixarem de atormentar. Habituei-me a viver sossegado no meu canto, imune a sentimentos e emoções nos fazem ensandecer, resumidamente: sozinho.
Eu não acho que haja mal algum em uma pessoa se habituar à solidão. Como em tudo na vida, o ser-se solteiro e desimpedido tem as suas vantagens e desvantagens. Mas há dias que nos fazem questionar tudo e mais umas botas. Há dias que me fazem duvidar de mim próprio e do julgamento que faço das pessoas e situações. Mas é confortável viver e estar assim: conto só comigo, não tenho o que me prenda onde quer que seja, decido onde vou sozinho, não tenho satisfações a dar, etc.
Há anos que é assim, há anos que estou de cabeça limpa e de coração sereno e, apesar do que alguém me disse , não vivi dentro de nenhuma gruta!!! (o triplo ponto de exclamação justifica-se plenamente)
Mas, há sempre um mas, algumas coisas mudaram. Por fora e para quem interessa, nada mudou e nada se passa. Mas há alguma coisa a remoer. Há qualquer coisa que me faz ir pensando, qualquer coisa que me inquieta. Para algumas pessoas esta inquietude é boa, dá alegria, fá-las viver e dá-lhes adrenalina. Comigo é o contrário. Não é bom, é angustiante, torna-me inquieto e nervoso. Não gosto disto e não sei o que fazer.
Acho que começa a ser hora de procurar novas paragens. Este período de férias pode ser que me ajude a clarificar as ideias e a ficar menos confuso.
Post confuso?! Pois é isso...
Há algum tempo que não me deparava com certo tipo de dúvidas na minha cabeça, não sei o que fazer. Eu nunca fui bom a lidar com sentimentos e emoções, quer dizer, normalmente atiro-os para um canto da minha cabeça e mantenho-os por lá até me esquecer deles ou me deixarem de atormentar. Habituei-me a viver sossegado no meu canto, imune a sentimentos e emoções nos fazem ensandecer, resumidamente: sozinho.
Eu não acho que haja mal algum em uma pessoa se habituar à solidão. Como em tudo na vida, o ser-se solteiro e desimpedido tem as suas vantagens e desvantagens. Mas há dias que nos fazem questionar tudo e mais umas botas. Há dias que me fazem duvidar de mim próprio e do julgamento que faço das pessoas e situações. Mas é confortável viver e estar assim: conto só comigo, não tenho o que me prenda onde quer que seja, decido onde vou sozinho, não tenho satisfações a dar, etc.
Há anos que é assim, há anos que estou de cabeça limpa e de coração sereno e, apesar do que alguém me disse , não vivi dentro de nenhuma gruta!!! (o triplo ponto de exclamação justifica-se plenamente)
Mas, há sempre um mas, algumas coisas mudaram. Por fora e para quem interessa, nada mudou e nada se passa. Mas há alguma coisa a remoer. Há qualquer coisa que me faz ir pensando, qualquer coisa que me inquieta. Para algumas pessoas esta inquietude é boa, dá alegria, fá-las viver e dá-lhes adrenalina. Comigo é o contrário. Não é bom, é angustiante, torna-me inquieto e nervoso. Não gosto disto e não sei o que fazer.
Acho que começa a ser hora de procurar novas paragens. Este período de férias pode ser que me ajude a clarificar as ideias e a ficar menos confuso.
Post confuso?! Pois é isso...
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Fama
A minha vida é feita destas coisas, ter a fama e não ter o proveito. Para dizer a verdade é no mínimo...aborrecido.
Como diria esse sábio que é Fernando Rocha: "Bira porca, benha outra!"
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